O fado das campeãs europeias em título conheceu um desfecho amargo em solo francês. Numa semifinal que transbordou drama e decisões tecnológicas, o Lyonnes carimbou o passaporte para a sua 12.ª final da Liga dos Campeões Feminina, vingando-se do Arsenal com um triunfo por 3-1 que revirou a desvantagem trazida de Londres.

Foto: UEFA / UEFA UWCL / OL LYONNES



A partida começou sob o signo do nervosismo, mas rapidamente pendeu para o lado das lionesas. Depois de um golo anulado a Lindsey Horan, a capitã Wendie Renard assumiu o protagonismo. Numa primeira instância, a guarda-redes Van Domselaar travou o seu penálti, assinalado por falta sobre Dumornay, mas o VAR detetou o adiantamento da neerlandesa. Na repetição, Renard não vacilou. Antes do intervalo, a vantagem francesa dilatou-se num lance de insistência de Kadidiatou Diani, que aproveitou um canto de Bacha para colocar o Lyonnes na frente da eliminatória.

O Arsenal, ferido, reagiu com a fúria de quem não queria abdicar da coroa. Blackstenius e a internacional canadiana Olivia Smith acertaram nos ferros, num pressing sufocante que acabou por dar frutos aos 75 minutos, quando a suplente Smilla Holmberg serviu Alessia Russo para o empate no agregado.

Contudo, o destino estava traçado para as anfitriãs. Já no limite do tempo regulamentar, Melchie Dumornay desenhou um cruzamento milimétrico que Jule Brand converteu no golo da redenção. Apesar do susto inicial com a bandeira levantada, a validação do VAR confirmou o regresso do colosso Lyonnes ao palco das grandes decisões, deixando as Gunners pelo caminho num duelo de proporções épicas.

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