A década de jejum terminou da forma mais épica possível no Dragão Arena. Perante quase dois mil adeptos em delírio, o FC Porto quebrou a hegemonia de quatro anos do Benfica e arrecadou o seu 13.º campeonato nacional de basquetebol, fechando o playoff com um triunfo por 75-71 no quarto jogo da final.

Quem visse o desaire pesado dos azuis e brancos na Luz, no arranque da discussão do título, dificilmente anteciparia uma reviravolta tão categórica na eliminatória, que fixou o resultado final em 3-1.
Depois de deixar pelo caminho o Imortal e o Sporting, a armada de Fernando Sá soube sofrer num clássico impróprio para cardíacos. O equilíbrio foi a nota dominante desde o apito inicial, mas a consistência portista na luta das tabelas garantindo 43 ressaltos face aos 31 do rival acabou por compensar a eficácia tremenda de Aaron Broussard e Aleksander Dziewa, que carregaram o Benfica às costas.
O grande herói da partida vestiu a camisola do Porto, Corey Allen-Williams assinou uma exibição estratosférica de 31 pontos, dinamitando a defesa encarnada com uma eficácia brutal da linha de três pontos. Foi ele quem resgatou a equipa nos momentos de maior aperto, tanto na reviravolta que antecedeu o intervalo como na recuperação no derradeiro quarto, quando as águias ameaçavam fugir no marcador.
No último fôlego, com os nervos à flor da pele e o Benfica a tentar tudo para forçar a negra, valeu o coração e a frieza de Miguel Queiroz. Depois de McEwen falhar o triplo do empate, o capitão portista fixou o resultado da linha de lance-livre, carimbando um título histórico que já escapava desde 2016.





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