O Lanxess Arena, em Colónia, voltou a ser o palco de uma epopeia onde o Barcelona de andebol teve de lutar contra tudo e contra todos para erguer a sua 13.ª Champions League. O triunfo por 37-34 diante do Füchse Berlín não foi apenas mais uma vitória numa final europeia; foi a consagração máxima de um coletivo que superou uma arbitragem tendenciosa e a própria reconstrução interna

Foto: FC Barcelona



O duelo foi desenhado com o coração nas mãos. De um lado, a tentativa germânica de assumir o controlo através do temível Mathias Gidsel; do outro, uma muralha defensiva orquestrada por Carlos Ortega, onde o internacional português Luís Frade e Ian Barrufet se desmultiplicaram em esforços para anular a estrela dinamarquesa. Na baliza, Emil Nielsen rubricou uma exibição monumental com 14 defesas cruciais, negando golos certos e desestabilizando por completo o ataque adversário logo desde o apito inicial.

A despedida de Domen Makuc do emblema blaugrana acabou por ser de sonho. O central esloveno assumiu a batuta do ataque, apontou cinco golos determinantes e acabou coroado como o MVP da Final Four. Com o apoio de figuras como Dika Mem e Aleix Gómez  que fixou nova marca histórica de golos na competição, os catalães souberam gerir a vantagem que construíram na primeira parte (20-16), aguentando a forte réplica alemã e o critério duplo da dupla de arbitragem norueguesa no segundo tempo.

Esta vitória carimba uma temporada absolutamente perfeita e sem precedentes recentes. Ao vencer 60 dos 61 compromissos do ano civil, o Barcelona assina o terceiro pleno da sua história ao arrecadar os sete troféus possíveis numa única época provando que o verdadeiro ADN campeão resiste a qualquer tempestade.


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