O destino europeu do Torreense selou-se sob o céu de Guimarães, num jogo onde o nulo no marcador acabou por ser o detalhe menos relevante da manhã. O empate a zero bastou para que a formação de Torres Vedras carimbasse, de forma histórica, o passaporte para as pré-eliminatórias da UEFA Women’s Champions League.

O encontro pautou-se pelo equilíbrio e por uma prudência que retirou brilho ao espetáculo. Na primeira parte, embora o Torreense tenha demonstrado um ligeiro ascendente, a inspiração faltou no momento da finalização.
Gerda Konst ainda testou os reflexos da bancada com um remate de longe que ameaçou a baliza de Tiffany Sornpao, enquanto as minhotas respondiam pelo jogo aéreo de Jenessa Groves, travada por uma segura Rute Costa. Antes do descanso, Janaina Weimer dispôs da melhor ocasião, mas o cabeceamento saiu denunciado.
A segunda metade não trouxe o fulgor esperado. O ritmo abrandou e as balizas pareceram ficar mais distantes. O Vitória, a jogar em casa e a tentar aproximar-se do topo, ainda assustou por intermédio de Groves e Marta Gago, mas a eficácia foi uma miragem. Do lado de Torres Vedras, Maile Hayes teve o golo nos pés após assistência de Konst, mas o remate perdeu-se pela linha de fundo.
Contudo, a verdadeira festa não dependeu apenas do que se passava no relvado vitoriano. Com a derrota do Valadares Gaia frente ao Rio Ave, o Torreense blindou o seu 3.º lugar com 29 pontos, tornando-se inalcançável e garantindo um lugar na elite do futebol continental.
Para as gentes de Torres Vedras, o apito final foi o início de uma celebração europeia; para o Vitória, o quinto posto mantém-se como o reflexo de uma época de resiliência.





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