O sonho europeu do Valadares Gaia desmoronou-se da forma mais cruel, precisamente no fecho da cortina em Pedroso. O Estádio Dr. Jorge Sampaio foi palco de um choque de realidades onde a urgência de sobrevivência do Rio Ave acabou por falar mais alto do que a ambição continental das gaienses. Num final de época que se tornou um autêntico pesadelo para as pupilas de Gaia, a derrota por 1-0 frente às vilacondenses selou o adeus definitivo à Champions.

Foto: Rio Ave



A partida teve o cunho de uma final para as visitantes. Na primeira parte, o Valadares ainda tentou ditar o ritmo, com McKenna Martinez e Jennie Lakip a disporem de ocasiões soberanas, mas a guardiã Cassie Coster assumiu o papel de muralha, mantendo o nulo com intervenções decisivas. Do lado do Rio Ave, a entrega era total, mas o golo parecia um horizonte distante.

Após um segundo tempo de pouca inspiração técnica e muito cálculo estratégico, o momento que redefine tabelas classificativas surgiu já no tempo de compensação. Na sequência de um canto batido por Ana Assucena, uma falha de comunicação na defensiva da casa permitiu que Char Curran, oportuna, cabeceasse para o fundo das redes vazias. Foi o golo da esperança para Vila do Conde e do desalento para um Valadares que, depois de uma época brilhante e de uma final da Taça da Liga, vê o seu esforço ruir na reta final.

Com este resultado, o Rio Ave renasce na luta pela manutenção direta, somando 17 pontos e pressionando o Racing Power. Já o Valadares Gaia, estagnado nos 23 pontos, despede-se das contas europeias, confirmando que o futebol é feito de momentos e que, hoje, a garra vilacondense foi mais forte do que o favoritismo nortenho.

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