O relvado de Guimarães serviu de palco para a última pincelada numa obra que já vinha a ser desenhada com contornos de mestre.
O apito final não trouxe apenas um empate nem pontos divididos ,trouxe o passaporte para um território onde o Torreense nunca tinha ousado pisar. Pela primeira vez na sua história, o emblema de Torres Vedras inscreve o seu nome nos play-offs da Liga dos Campeões, confirmando um terceiro lugar que sabe a glória e que encerra uma temporada de luxo.

O que se assistiu este ano no Oeste foi a ascensão meteórica de uma nova potência. Se no ano passado a desilusão de falhar o sonho europeu por um escasso ponto deixou cicatrizes, esta época serviu para as transformar em força bruta. Sob o comando estratégico de Gonçalo Nunes, a equipa não se limitou a cumprir calendário está época, colecionou troféus. Com a Supertaça e a Taça da Liga já guardadas na vitrina, a presença na elite europeia surge como o corolário lógico de um projeto que transborda competência.
É raro ver tamanha hegemonia ser construída em tão pouco tempo. Em menos de doze meses, este grupo de trabalho arrebatou a Taça de Portugal, Supertaça e Taça da Liga, estabelecendo um padrão de exigência que agora culmina na maior prova de clubes do mundo. A simbiose entre a estrutura diretiva, a equipa técnica e as atletas revelou-se o “match” perfeito que o futebol feminino português precisava para agitar o status atual.
Agora, os olhos já se cruzam com o horizonte da próxima temporada. Com a Europa no bolso, o único troféu que falta nesta galeria recente é o campeonato nacional, e ninguém duvida que o assalto ao título será uma das prioridades
Por agora, Torres Vedras celebra, o sonho europeu já não é uma miragem, é o próximo destino.





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