Houve festa, houve nervos e, acima de tudo, houve a consagração de uma nova potência no mapa do futebol feminino.

O BK Häcken não se limitou a vencer, o emblema sueco reclamou para si o trono da edição inaugural da Europa Cup, provando que a estratégia de Elena Sadiku foi o ingrediente que faltava para transformar uma equipa ambiciosa num coletivo de ouro. Após o triunfo tangencial na primeira mão, a decisão em casa foi um autêntico carrossel de emoções que terminou com o troféu erguido sob o céu sueco.
O espetáculo teve uma protagonista absoluta: Felicia Schröder. Aos 19 anos, a avançada não sentiu o peso da responsabilidade e assinou uma exibição que ficará na memória dos adeptos. Com um instinto predador, Schröder desferiu dois golpes letais logo nos primeiros dez minutos, deixando o Hammarby atordoado antes mesmo de assentar as ideias no relvado.
O apoio de Anvegård e Selerud foi o oxigénio necessário para que a jovem estrela completasse o seu hat-trick no arranque da segunda parte, sentenciando uma final que teimava em manter-se acesa.
Apesar da resiliência do Hammarby ,que tentou reverter o destino com golos de Rehnberg e Sorum a muralha de Gotemburgo não cedeu. O 4-2 no agregado final espelha a superioridade de um Häcken que soube sofrer e atacar nos momentos certos.
A Europa Cup tem o seu primeiro dono, e fala sueco com o sotaque audaz de uma geração que promete não ficar por aqui.





Deixe um comentário