O Olympiastadion de Berlim, habituado a grandes noites, abriu no domingo os seus portões para uma celebração diferente, mas não menos histórica.

Foto : Hertha BSC



Perante uma moldura humana impressionante de 14.500 adeptos, a equipa feminina do Hertha BSC não se limitou a estrear-se no grande palco da capital alemã mas transformou a relva sagrada no cenário da consagração, ao golear o 1. FFV Erfurt por 5-0 e selar matematicamente o título da Regionalliga Nordost, que é uma das ligas que integra a terceira divisão, carimbado com o sangue frio de Elfie Wellhausen, que assinou um hat-trick para a posteridade.

Contudo, o futebol alemão é um labirinto cruel.

Ao contrário do que a lógica ditaria, levantar o troféu regional não é um bilhete direto para a subida. As campeãs não sobem por decreto; ganharam apenas o direito de lutar pela vida num play-off de fogo contra o Saarbrücken, em junho. É a ironia do destino: foram as melhores da sua zona, mas a 2. Bundesliga continua a ser uma miragem que depende de dois jogos onde tudo se decide.

Em Berlim, o champanhe teve um travo a ansiedade. O título está no museu, mas a verdadeira guerra começa agora. Vencer foi o passo fácil sobreviver ao playoff será a verdadeira prova de fogo.

O que torna tudo isto algo que enche ainda mas o coração? Estamos a falar de um jogo regional e não de um duelo de primeira liga

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