O futebol feminino do Benfica prepara-se para uma autêntica revolução no balneário e a mais recente baixa é também a mais marcante.

Foto: Carole Costa via Instagram



Carole Costa, a icónica defesa-central e líder incontestável das águias, colocou um ponto final na sua ligação de seis temporadas ao clube da Luz. Aos 36 anos, a capitã deixa um vazio difícil de preencher, simbolizando o culminar de um ciclo dourado em que foi peça fulcral na transformação da modalidade em Portugal.

A jogadora, que em 2020 tomou a audaciosa decisão de trocar o rival Sporting pelo Benfica, construiu uma história impossível de apagar. Ao longo de 188 partidas oficiais, a internacional portuguesa não só blindou a defesa encarnada, como revelou uma invulgar veia goleadora, festejando por 35 vezes.

Na última edição da Liga BPI, Carole chegou mesmo a coroar-se como a melhor marcadora do campeonato com dez golos, um feito extraordinário para uma atleta da sua posição. No total, a sua passagem fica eternizada por nove títulos conquistados, divididos entre Taças de Portugal, Supertaças e Taças da Liga.

Esta despedida insere-se numa profunda reestruturação do plantel do Benfica para a nova época desportiva, sendo Carole Costa a sétima atleta a bater com a porta.

O clube já veio a público enaltecer o cariz competitivo e a ambição daquela que foi mais do que uma jogadora uma embaixadora que ajudou a mudar o paradigma e a visibilidade do futebol feminino no país. Termina o contrato, mas fica o legado na Luz.

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