Diziam que era impossível, que o tempo dele já tinha passado e que a canarinha teria de aprender a caminhar sem a sua maior referência da última década. Foram meses de um debate aceso que dividiu o Brasil entre os céticos, que já o davam como acabado para o topo do futebol, e os eternos crentes, que sabiam que um Mundial sem a magia de Neymar deixaria sempre o escrete a meio gás.

No entanto, Carlo Ancelotti ignorou o ruído e guardou o trunfo para o momento certo.
Quase mil dias depois, 980, para ser exato , o relvado de Miami testemunhou o regresso do filho pródigo. Corria o minuto 76 quando o camisola dez,voltou a pisar o palco perfeito, resgatando a alma de uma seleção que, até ali, tinha sido carregada pelo brilhantismo de Vinícius Júnior.
Vini abriu o livro logo aos 6 minutos e bisou em cima do intervalo, castigando a Escócia após um passe soberbo de Bruno Guimarães.
Na segunda parte, Matheus Cunha ainda assinou o 3-0 final aos 60 minutos, mas a vertente tática acabou por ficar para segundo plano quando o miúdo de Santos voltou a correr com a mística camisola amarela.
Com este triunfo categórico, o Brasil carimba o primeiro lugar do Grupo C, deixando Marrocos para trás na diferença de golos e afundando as esperanças escocesas.
A canarinha segue para os dezasseis-avos-de-final, agora com o fulgor dos novos craques e o peso da sua lenda recuperada.





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