O afastamento de Kate Tapia da equipa do Palmeiras que vai disputar a Taça Libertadores Feminina de 2026 abriu uma nova frente de polémica. Depois de o clube brasileiro justificar a decisão com motivos disciplinares, a guarda-redes colombiana tornou pública a sua versão dos acontecimentos, apontando uma situação familiar delicada como razão para ter antecipado o regresso à Colômbia.

Foto: Kate Tapia



Segundo o Palmeiras, Tapia tinha recebido autorização para viajar e tratar de assuntos pessoais relacionados com o pai. No entanto, a deslocação aconteceu um dia antes do que tinha sido acordado com a estrutura, sem o consentimento final do clube. A ausência da internacional colombiana no treino de preparação para o particular frente à Ferroviária, disputado a 3 de outubro, acabou por pesar na decisão de a excluir das opções para a competição continental.

Na sua resposta, a guarda-redes explicou que a família atravessa um período particularmente difícil e que sentiu necessidade de estar presente. Tapia garante ter informado a direção desportiva sobre o contexto que vivia e reconhece que a sua escolha poderia ter consequências, mas rejeita qualquer intenção de desrespeitar as colegas, a equipa técnica ou a instituição.

A futebolista lamentou ainda ter sabido do afastamento através do grupo da equipa, sem uma conversa individual prévia, sobretudo depois de quatro anos ao serviço do emblema paulista.

Apesar do episódio, Tapia sublinha que mantém contrato com o Palmeiras e reafirma o seu compromisso profissional. Fora da lista para a Libertadores, deixou também uma mensagem de apoio às companheiras, desejando-lhes sucesso na luta pelo título.

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