Há quem espere anos por uma oportunidade destas. Carolina Tristão precisou apenas de 17 anos para vestir, pela primeira vez, a camisola da Seleção Nacional A. A médio do Benfica viveu uma noite especial em Portimão, ao entrar aos 85 minutos da partida frente à Irlanda do Norte, que terminou com um triunfo português por 3-1. A equipa das Quinas fechou a eliminatória com um agregado de 7-1 e continua na corrida ao Mundial de 2027, tendo agora a Islândia pela frente.

A ascensão da jovem futebolista tem sido acompanhada por feitos que confirmam a sua margem de progressão. No verão, integrou a equipa portuguesa que disputou o Campeonato do Mundo de sub-20, na Polónia, competição em que as lusas chegaram aos oitavos de final.
A nível de clubes, Carolina já tinha quebrado barreiras ao tornar-se a jogadora mais nova de sempre do Benfica a participar na Liga dos Campeões, com 16 anos e 321 dias. A renovação até 2029 demonstra igualmente a confiança depositada no seu potencial.
Com 43 internacionalizações pelas seleções jovens e dez golos, a média dá agora o salto para o patamar mais alto do futebol português.
A primeira chamada à equipa principal fica marcada como mais um momento decisivo num percurso que ainda está no início. Para Carolina Tristão, o futuro deixou de ser uma espera: começou a ser construído no presente.

No final do encontro a jovem jogadora expressou os seus sentimentos sobre o momento que estava a viver ao microfone do canal 11:
“É um privilégio, e uma honra que todas as jogadoras portuguesas querem ter de alcançar este objetivo. Antes de entrar em campo, o mister disse-me para dar o meu melhor, para me divertir e aproveitar a oportunidade. A primeira internacionalização é diferente de todas as outras, e foi isso que eu fiz.”





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