Portugal ultrapassou o primeiro play-off de acesso ao Mundial de 2027 e prepara-se agora para enfrentar a Islândia na derradeira etapa da qualificação. Em Portimão, a Seleção Nacional voltou a vencer a Irlanda do Norte, desta vez por 3-1, confirmando um agregado expressivo de 7-1 e mantendo vivo o objetivo de marcar presença na competição mundial.

Antes do apito inicial, Andreia Norton foi homenageada pela marca das 100 internacionalizações com a camisola das Quinas. Francisco Neto introduziu cinco mudanças no onze, entregando a titularidade a Patrícia Morais, Lúcia Alves, Dolores Silva, Carolina Santiago e Stephanie Ribeiro.
Com uma abordagem mais conservadora, a Irlanda do Norte baixou as linhas e retirou espaço à construção portuguesa, dificultando a circulação entre setores e a exploração dos corredores interiores. Portugal ainda criou perigo por Carolina Santiago e Fátima Pinto, mas acabou surpreendido aos 30 minutos. Um lançamento lateral pela esquerda expôs falhas na organização defensiva lusa e Kess Elmore aproveitou para inaugurar o marcador.
A igualdade chegou praticamente em cima do intervalo. Stephanie Ribeiro cruzou a partir da direita e Carolina Santiago, depois de acertar no poste, surgiu na recarga para devolver o empate ao encontro.
Na segunda parte, Portugal aumentou a intensidade e voltou a procurar profundidade pelos corredores, embora persistissem algumas imprecisões no passe e dificuldades em encontrar soluções entre linhas. Aos 74 minutos, Telma Encarnação rompeu pela esquerda e colocou a bola na zona central, onde Jéssica Silva finalizou com o peito para consumar a reviravolta. Já aos 83′, Carole Costa converteu uma grande penalidade e fixou o resultado em 3-1.
A vitória ficou selada, mas o próximo desafio será de outra dimensão: a Islândia estará do outro lado no play-off decisivo, com o Mundial de 2027 em jogo.
O balanço deixa motivos para confiança, pela capacidade portuguesa de reagir à desvantagem e pela eficácia nos momentos determinantes.
Em contrapartida, os erros defensivos, a circulação pouco fluida e as dificuldades perante um bloco compacto são sinais de alerta que Portugal terá de corrigir antes de disputar a última oportunidade de chegar ao grande palco mundial.





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