Havia uma espécie de conta pendente para Rio Ave e Marítimo. Nenhuma das duas equipas tinha conseguido vencer nesta temporada e a estreia na Taça da Liga Feminina Placard colocou frente a frente duas formações à procura do mesmo impulso. No final, foram as vilacondenses a sair dos Arcos com a resposta que procuravam 4-1 e liderança do Grupo B.

Foto: FPF



O resultado, porém, não explica sozinho aquilo que aconteceu durante os 90 minutos. O Rio Ave teve de saber aproveitar os momentos em que conseguiu desmontar a estrutura adversária e, sobretudo, resistir quando o Marítimo mudou o comportamento depois do intervalo.

Telma Pereira foi determinante na primeira metade. Primeiro, atacou o espaço junto ao primeiro poste para desviar um cruzamento de Noa Selimhodzic. Depois, já nos descontos, voltou a aparecer na definição, desta vez com um remate de fora da área que aumentou a diferença antes da ida para os balneários.

A vantagem não resolveu o encontro. O Marítimo regressou mais agressivo e reduziu aos 49 minutos, numa sequência em que Leah de Oliveira colocou a bola na zona de finalização, Crenshaw não conseguiu segurar e Érica Costa apareceu para aproveitar a segunda bola. A partir daí, as madeirenses tiveram mais iniciativa e obrigaram o Rio Ave a baixar linhas e a defender uma vantagem que começava a ficar menos confortável.

A resposta surgiu quando mais doía ao adversário. Aos 84 minutos, Rita Almeida transformou um canto num daqueles momentos que ficam registados na memória do jogo: a bola ganhou trajetória para a baliza, contou com a ação do vento e terminou nas redes. Um golo olímpico que praticamente matou a reação madeirense.

Mas a coisa não ficou por aqui, Noa Selimhodzic ainda teve tempo para fechar a tarde com um remate rasteiro já nos descontos, coroando uma exibição em que participou diretamente na construção de três dos quatro golos.

O lado positivo está na eficácia, na capacidade de sofrer e na qualidade demonstrada nos momentos decisivos. O sinal de alerta fica para a segunda parte, onde o Rio Ave perdeu controlo territorial e permitiu ao Marítimo acreditar durante demasiado tempo

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