Turim voltou a receber um duelo europeu entre Juventus e Benfica, mas desta vez a história teve sotaque encarnado. A equipa portuguesa entrou na Liga dos Campeões com uma vitória por 2-1 construída entre a resistência defensiva da primeira parte e uma segunda metade em que conseguiu subir linhas, ter mais bola e assumir maiores responsabilidades no encontro.

Foto: Benfica



A Juventus começou mais confortável no território adversário. A circulação italiana procurava abrir espaço entre linhas e explorar a velocidade de Amaiur e Alba Redondo, com Lena Pauels obrigada a manter-se atenta. Redondo teve a primeira grande aproximação, mas cabeceou por cima. O Benfica demorava a encontrar continuidade ofensiva e dependia sobretudo de transições.

O equilíbrio mudou aos 36 minutos. Chandra Davidson obrigou De Jong a defender um remate de fora da área e, na sequência da revisão do VAR ao lance anterior, o Benfica ganhou uma grande penalidade por falta de Rosucci sobre Anna Csiki. Marit Lund não tremeu. Remate colocado, guarda-redes para um lado, bola para o outro e vantagem portuguesa.

Depois do intervalo, o Benfica apareceu diferente. Mais alto no campo, mais agressivo na pressão e com maior capacidade para conservar a bola. A Juventus continuava a procurar o jogo exterior, mas já não tinha a mesma liberdade. Chandra ainda marcou de cabeça na sequência de um canto, embora o golo tenha sido anulado por falta.

Foto: Benfica



Aos 61 minutos, Lund voltou a aparecer. Desta vez de bola parada e com uma execução de enorme qualidade: livre direto colocado no canto superior direito, sem qualquer hipótese para De Jong. O 2-0 castigava uma Juventus que tinha volume, mas pouca eficácia.

As italianas nunca deixaram de insistir e Alba Redondo acabou por encontrar a recompensa aos 81 minutos, aproveitando um passe de Emma Godo dentro da área. O golo relançou a partida, mas o Benfica soube sofrer.

No balanço, a Juventus teve mais iniciativa e números ofensivos mais expressivos, mas falhou precisamente onde os jogos europeus costumam ser decididos na definição. O Benfica, pelo contrário, foi pragmático, cresceu depois do intervalo, foi perigoso nas bolas paradas e mostrou uma organização defensiva capaz de suportar a pressão final.

E, depois de quase dois anos sem vencer na Champions, regressou às vitórias europeias com uma atuação que teve eficácia, reação e capacidade para sobreviver nos momentos de maior aperto.

2 respostas a “Em Turim, Marit Lund coroa bis e Benfica entra a vencer na Liga dos Campeões”

  1. Avatar de Ludgero Nascimento dos Santos
    Ludgero Nascimento dos Santos

    E assim se escreveu mais um honroso capítulo na história do glorioso SLB.
    Capacidade para defender e segurar e eficacidade atacante.
    Não é por sorte nem acaso que são hexacampeãs a caminho de penta campeãs.
    Muitos parabéns, miúdas.
    Sempre para cima, lindezas.

  2. Avatar de Ludgero Nascimento dos Santos
    Ludgero Nascimento dos Santos

    Hepta campeãs, queria dizer.
    Champagne do penta já foi saboreado.
    Portanto, hepta. Que fique clarinho.

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