A diferença entre competir com um dos colossos do andebol europeu e conseguir derrubá-lo acabou por estar nos pequenos detalhes. No Dragão Arena, o FC Porto obrigou o Füchse Berlim a trabalhar até ao último suspiro, mas não conseguiu transformar a resistência demonstrada numa vitória.



O desaire por 33-36, na quarta jornada da Liga dos Campeões, confirmou o afastamento dos dragões da principal prova europeia de clubes, num encontro em que a formação portuguesa mostrou argumentos para discutir o resultado, apesar da superioridade alemã em momentos determinantes.

A equipa portista sentiu dificuldades para encontrar continuidade no ataque durante a fase inicial, permitindo ao adversário ganhar margem no marcador. A resposta surgiu através de uma maior capacidade de penetração na defesa contrária e de melhores soluções na circulação de bola, aproximando os dragões de uma igualdade que parecia distante. A diferença mínima ao intervalo, com 18-19 no marcador, premiava a reação azul e branca e mantinha a incerteza quanto ao vencedor.



Depois do descanso, o FC Porto entrou mais incisivo, conseguiu inverter a desvantagem e chegou ao 21-20, dando sinais de que poderia discutir os dois pontos até ao fim. Porém, o conjunto de Berlim voltou a impor o seu ritmo, explorando a eficácia na finalização e a capacidade de decidir em situações de pressão. Mathias Gidsel assinou oito golos, mas foi Tim Freihöfer quem mais castigou a defesa portista, com 15 remates certeiros.

Já nos instantes finais, Rui Silva reduziu para 32-34 e manteve viva a esperança de uma aproximação ainda maior. Na tentativa de recuperar a posse e encurtar distâncias, os dragões arriscaram com a baliza desguarnecida, acabando por sofrer dois golos que fecharam definitivamente as contas.

O lado positivo fica na personalidade competitiva, na reação após períodos de maior dificuldade e na capacidade de colocar em sentido o vice-campeão europeu. Pela negativa, pesaram os desperdícios ofensivos, a dificuldade em controlar os principais finalizadores adversários e os riscos finais que ampliaram a diferença. O FC Porto termina assim a sua campanha na Liga dos Campeões, cumprirá os dois jogos ainda em falta e seguirá depois para a Liga Europeia.

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