Portugal ficou a um golo de transformar uma das suas melhores prestações no torneio numa vitória. O encontro com a Colômbia terminou sem golos, mas esteve longe de ser um jogo pobre em ocasiões. A seleção portuguesa teve períodos de clara superioridade territorial, empurrou a adversária para trás e terminou a partida com a sensação de que deixou escapar uma oportunidade.

O início foi mais cauteloso, com as duas equipas a estudarem-se e poucas situações junto das balizas. À medida que os minutos passaram, a equipa portuguesa ganhou metros e começou a explorar sobretudo o jogo exterior e os remates de segunda linha. Rita Melo começou a assumir protagonismo com tentativas de meia distância, enquanto Neide Guedes e Iara Lobo também procuravam aproveitar os espaços concedidos pelas colombianas. A pressão traduziu-se em várias aproximações perigosas e num remate de Anna Marques que encontrou a trave ainda antes do intervalo.
A resposta colombiana, através de Valerin Loboa também obrigou Portugal a manter concentração máxima. Nair Pina acabou por assumir um papel determinante, com intervenções de elevado grau de dificuldade, justificando plenamente a distinção como melhor jogadora em campo.
Na segunda parte, Marisa Gomes efetuou mexisas e a formação nacional aumentou a intensidade , tornou-se mais agressiva e esteve muito perto de inaugurar o marcador quando uma finalização esbarrou no poste. A vantagem numérica surgiu já perto do fim, após uma expulsão de Lina Arboleda confirmada pelo VAR, mas nem aí apareceu o toque decisivo. Já nos descontos, outro remate português que teimava em não entrar , desta vez pelos pés de Inês Meninas ,encontrou novamente o ferro.
O balanço é, por isso, agridoce. Portugal mostrou personalidade, capacidade para controlar largos períodos e criou oportunidades suficientes para ganhar. Faltou, porém, eficácia na área adversária. Na defesa, a resposta foi sólida e a baliza esteve bem protegida; no ataque, a definição voltou a ser o principal problema. O ponto conquistado mantém tudo em aberto, mas a Costa Rica terá de encontrar uma equipa mais eficaz se Portugal quiser continuar no Mundial.






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