O futebol deixará de fazer parte da rotina de Hannah Seabert no final da presente temporada. Aos 31 anos, a guarda-redes norte-americana decidiu colocar um ponto final na carreira profissional, numa decisão que partilhou com as colegas do Angel City, através de um vídeo divulgado nas redes sociais do clube.

Foto: Angel City



A despedida chega depois de uma viagem por quatro países e de experiências que marcaram o seu percurso dentro e fora das quatro linhas. Nas palavras da própria, a decisão foi acompanhada por um sentimento de reconhecimento por tudo aquilo que a modalidade lhe proporcionou.

“Uma carreira no futebol traz muitas surpresas e uma delas é perceber quando vai terminar. Termino com um enorme sentimento de gratidão por todas as pessoas, lugares e experiências que o futebol trouxe à minha vida”, confessou.

A passagem por Portugal, ao serviço do Sporting, merece um lugar especial nesta história. Em Alvalade, somou 87 jogos, tornando-se a guarda-redes com mais jogos realizados pela equipa feminina leonina. Ergueu a braçadeira de capitã no último ano a vestir verde e branco e conquistou a Taça de Portugal em 2022 e a Supertaça em 2024

Foto: Sporting CP



Porém antes de aterrar em terras lusas para uma aventura portuguesa a americana já havia começado a escrever uma história com grandes vitórias pela estrada. Representou o Fortuna Hjørring, na Dinamarca, e o Vålerenga, na Noruega, acumulando títulos nacionais e taças.

O último capítulo desta história foi escrito no Angel City, clube que lhe permitiu regressar a casa mais precisamente à Califórnia, a sua terra natal após deixar o emblema de Alvalade no verão de 2025.

Por vezes, a vida tem destas coincidências bonitas, quase como se certas histórias estivessem destinadas a voltar a cruzar-se. Os títulos que conquistou ao serviço do Sporting tiveram a assinatura de Mariana Cabral, que chegou este verão ao Angel City para assumir o cargo de treinadora-adjunta. Um reencontro com Seabert, agora num cenário diferente, mas com memórias em comum, e a possibilidade de voltar a estar por perto naquela que será a sua última época no futebol. Há histórias que, mesmo com o passar dos anos e a mudança de caminhos, encontram sempre forma de regressar.

“Joguei em quatro países, conquistei títulos e conheci algumas das minhas melhores amigas. Terminar a carreira no Angel City é um cenário de sonho. Poder finalmente partilhar a minha carreira com a minha cidade e comunidade foi muito gratificante”, acrescentou.

Mais do que números e troféus, Seabert leva consigo uma vida construída através do futebol e deixou marca no futebol português

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