Sob o céu cinzento de agosto, ritmado por trovoadas e chuva persistente, o Estádio do Dragão foi palco de um duelo tático vincado pela terceira jornada da Liga.

O FC Porto recebeu o Arouca num ambiente marcado pelo peso das dinâmicas de mercado, após a saída do jovem Rodrigo Mora para a Roma e com as negociações adiantadas para a recontratação de Seko Fofana , mas também pela celebração dos 250 jogos do capitão Diogo Costa com a camisola azul e branca.
A abordagem de Francesco Farioli foi avassaladora desde o apito inicial. Com um bloco alto e uma reação fortíssima à perda, a equipa portista desmantelou a habitual primeira fase de construção da formação da Serra da Freita, condicionando o Arouca a um papel meramente defensivo. A explorar com frequência a largura e os corredores laterais para perfurar o bloco adversário, os dragões acumularam aproximações perigosas, mas esbarraram na falta de eficácia e na exibição inspirada de Arruabarrena.
O guardião uruguaio evitou o golo a André Silva com duas intervenções soberbas, primeiro a desviar um remate de fora da área e, logo a seguir, a levar a melhor num duelo “cara a cara”. Do outro lado, a única réplica arouquense antes do descanso surgiu aos 43 minutos, num cabeceamento de Barbero travado com segurança por Diogo Costa.
A segunda metade começou com tons de frustração para os portistas. João Pinheiro invalidadou dois golos ao FC Porto em escassos minutos: primeiro a Alberto Costa, por falta sobre Arruabarrena num pontapé de canto, e depois a Kiwior, num disparo forte que acabou anulado pelo VAR devido a uma posição irregular posicional de André Silva.
A insistência caseira acabou contudo por romper a muralha aos 67 minutos, quando Gabri Veiga correspondeu à pressão sufocante com o tento inaugural. Já com o bloco portista mais baixo a gerir os ritmos, Borja Sainz selou o definitivo 2-0 aos 85 minutos, ao encostar na área após uma assistência bem medida de Pepê na lateral, garantindo com justiça os três pontos.






Deixe uma resposta