O Dragão voltou a ouvir a música da Liga dos Campeões três anos depois mas a noite tão esperava terminou com um resultado negativo face aquilo que o FC Porto tentou mostrou em vários momentos, mas a Liga dos Campeões voltou a deixar uma certeza antiga: contra equipas deste nível, um erro pode custar caro e a eficácia dos grandes avançados decide partidas.

O Manchester City levou a vitória por 2-0, num encontro que teve duas histórias diferentes. Antes do intervalo, o FC Porto passou grande parte do tempo a proteger-se atrás da linha da bola, tentando fechar os corredores interiores e encontrar espaço para sair em velocidade. Os ingleses tiveram mais bola, instalaram-se durante largos períodos no meio-campo portista e foram aproximando-se da baliza de Diogo Costa.
O guarda-redes português acabou por assumir um papel determinante. Quando Haaland apareceu livre para cabecear, respondeu com uma defesa de enorme importância e manteve o encontro empatado. O Porto chegou ao descanso sem sofrer, apesar da superioridade territorial do adversário.
A segunda parte começou da pior maneira. Enzo Fernández aproveitou uma desmarcação nas costas da defesa e colocou Haaland em posição privilegiada. O avançado norueguês atacou o espaço com a força habitual e bateu Diogo Costa para o 1-0.
A resposta do FC Porto foi bem diferente da primeira metade. Mais agressivo, mais adiantado e disposto a correr riscos, o conjunto azul e branco começou a disputar o jogo em zonas mais altas. William Gomes esteve perto do empate com um remate de longa distância que fez o estádio levantar-se, enquanto o Porto procurava aproveitar cada recuperação para chegar rapidamente à área.

Faltou, porém, aquilo que o City teve em abundância: capacidade para transformar uma oportunidade numa vantagem. O Porto teve iniciativa, mas raramente conseguiu obrigar Donnarumma a intervenções decisivas.
Quando o empate parecia ainda possível, já para lá dos 90 minutos, Haaland voltou a aparecer no sítio certo. Um cruzamento encontrou o norueguês e o avançado não desperdiçou, fechando o marcador.
Ficam boas notícias para o Porto, a reação após o golo, a coragem para subir linhas e a exibição de Diogo Costa. O lado menos positivo está na produção ofensiva, na dificuldade em controlar o jogo durante a primeira parte e na diferença de eficácia nos momentos decisivos.





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