A Cidade dos Estudantes foi o palco para erguer a primeira cortina da época 26/27 futebol português, mas foi o sofrimento a marcar o tom da noite. Perante mais de 29 mil espectadores nas bancadas, o FC Porto carimbou a conquista da sua 25.ª Supertaça ao bater um destemido Torreense por tangenciais 1-0.

A turma de Torres Vedras entrou em campo sem complexos de inferioridade, sufocando a saída de bola dos dragões e revelando uma coragem que surpreendeu tudo e todos. Durante largos minutos da primeira parte, foi o emblema da Segunda Liga a comandar as incidências, acumulando investidas perigosas que testaram à séria o redescuberto rigor de Diogo Costa na baliza portista.
Contudo, a pragmática lei do mais forte acabou por ditar leis à beira do intervalo. Numa fase em que a equipa de Francesco Farioli começava finalmente a instalar-se no meio-campo contrários, a engenharia coletiva desbloqueou o nulo. Aos 38 minutos, desenhou-se o lance decisivo, um cruzamento milimétrico encontrou o dinamarquês Victor Froholdt ao segundo poste, que não perdoou e cabeceou certeiro para o fundo das redes.
A segunda metade trouxe um FC Porto mais cauteloso, forçado a gerir perturbações físicas como a saída precoce de Bednarek e incapaz de sentenciar o encontro perante um adversário sempre organizado. O Torreense continuou a morder os calcanhares e a procurar o empate, mas a experiência azul e branca segurou a vantagem mínima até ao apito final.
Com este triunfo sofrido no Estádio Cidade de Coimbra, o colosso da Invicta soma o 88.º troféu oficial da sua história, distanciando-se ainda mais no topo do panorama nacional.
Fica a taça no museu, mas também a certeza de que a nova era dos atuais campeões nacionais que continuam sob o comando de Farioli assim como o Torrense que se estreia em breve na Liga Europa ainda tem arestas profundas por limar






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