O dilúvio de Xangai serviu de palco para uma das exibições mais astutas de António Félix da Costa na Fórmula E.

Em solo chinês, o português transformou o caos meteorológico numa oportunidade de ouro, saindo do quinto lugar da grelha para reclamar um segundo lugar que sabe a vitória. Enquanto o asfalto se tornava um desafio de equilíbrio e nervos, o piloto da Jaguar TCS Racing provou que a inteligência estratégica é, por vezes, mais rápida que a própria mecânica.
Na frente, Pascal Wehrlein regressou ao domínio. Depois de um jejum de três corridas, o alemão da Porsche segurou a pole position com mão de ferro. Nem mesmo o arrojo inicial de Jake Dennis, que chegou a cheirar a liderança, demoveu o germânico, que recuperou o comando na sétima volta e não mais o largou. A manobra decisiva ocorreu na 15.ª volta, com a ativação do Pit Boost precisamente no momento em que os céus de Xangai decidiram desabar.
A corrida, marcada pela instabilidade, obrigou a uma gestão cirúrgica quando o Safety Car entrou em pista. Félix da Costa, em sintonia perfeita com o seu Jaguar, soube ler o momento, mantendo a serenidade necessária para consolidar a posição de pódio, terminando a escassos 1,6 segundos de Wehrlein.
Para o português, o balanço é inegavelmente positivo: subiu ao terceiro lugar do campeonato, encurtando a distância para o seu colega de equipa, Mitch Evans, para 22 pontos.





Deixe um comentário