O relvado de Aveiro não foi palco apenas de um jogo de futebol, foi o cenário de uma autêntica batalha de trincheiras que culminou com o Marítimo a segurar, a custo, o passaporte de manutenção na Liga BPI.

Depois do triunfo magro na Madeira, as insulares viajaram até ao Estádio Municipal António Augusto Martins Pereira com o objetivo de gerir, mas acabaram por ser asfixiadas pela necessidade gritante de um Clube de Albergaria que, durante noventa minutos, viveu quase exclusivamente no meio-campo defensivo das visitantes.
A estratégia das madeirenses foi de uma passividade desconcertante, abdicando de qualquer ambição ofensiva e limitando-se a ver as aveirenses falharem a pontaria em sucessivas investidas. O Albergaria foi superior, pressionou, viu um golo ser anulado e acreditou sempre na reviravolta. O momento de rutura chegou em tempo de compensação: uma grande penalidade assinalada a favor da casa prometia o prolongamento, mas a reversão do castigo máximo, após análise, foi o rastilho para o caos.
O apito final não trouxe o alívio, mas sim o descontrolo. A frustração aveirense explodiu num tumulto que varreu o relvado, obrigando a equipa de arbitragem a recorrer aos cartões vermelhos para tentar repor a ordem num campo que, por momentos, pareceu desgovernado.






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