Tampere foi o palco de uma despedida que, embora celebrada com a conquista do grupo, deixou marcas de frustração. Portugal fechou a sua campanha na Liga B com um desaire por 3-1 diante da Finlândia, um resultado que expôs as fragilidades defensivas de uma seleção que, apesar de já ter o destino traçado rumo à Liga A, sentiu na pele a intensidade nórdica.

Foto: FPF



O guião da partida revelou-se cruel desde cedo. A Finlândia, mais agressiva e compacta, soube ler o desconforto luso nas faixas laterais. Aos 12 minutos, a desatenção no corredor direito permitiu a Nea Lehtola abrir o ativo, após assistência de Engman, num lance que antecipou as dores de cabeça que a defensiva portuguesa viria a sofrer.

Portugal tentou reagir, mas foi apenas através do génio isolado de Kika Nazareth que a esperança regressou ao marcador, aos 29 minutos. A camisola 7 ,que já havia marcado um golaço no Estoril na passada sexta feira, desenhou uma curva perfeita num livre lateral, enganando tudo e todos e restabelecendo a igualdade com um golo de belo efeito.

Contudo, o balanço de forças pendeu novamente para as anfitriãs logo no regresso dos balneários. Com apenas dois minutos decorridos, Lehtola bisou, aproveitando uma desorganização na transição defensiva lusa.

A partir daqui, o jogo tornou-se um teste à eficácia de Portugal. Jéssica Silva, em plena área, viu um lance duvidoso sobre si não merecer o castigo máximo da equipa de arbitragem, e minutos depois, a mesma Jéssica Silva falhou o momento do empate numa oportunidade soberana após um passe pela direita de Ana Capeta .

Foi o retrato de uma ineficácia que custou caro. Aos 79 minutos, a sentença foi definitiva: um pontapé de canto bem trabalhado permitiu à capitã finlandesa, Eva Nystrom, elevar-se nas alturas e cabecear para o 3-1 final.

Portugal sai da Finlândia com o primeiro lugar e a ascensão ao patamar mais alto da Liga das Nações assegurados, mas o sabor agridoce com que se despede deixa alertas importantes. Entre a criatividade de Kika e as falhas coletivas, a seleção de Francisco Neto encerra este capítulo com um aviso a Liga A e o restante apuramento para o Mundial 2027 exigirá um rigor defensivo que, nesta fria tarde de Tampere, esteve manifestamente ausente.

O golo de Kika Nazareth:

Uma resposta a “Sabor agridoce no regresso à Liga A: Portugal perde frente à Finlândia por 3-1.”

  1. Avatar de Ludgero Nascimento dos Santos
    Ludgero Nascimento dos Santos

    Vi o jogo e o que vi foi uma grande ineficácia de Portugal e um controlo absoluto da Finlândia. Desde o início do jogo até ao final, a Finlândia esteve sempre por cima

    Portugal foi bafejado pela sorte, porque pelo que a Finlândia fez e Portugal não fez, se tivessem saído de lá com cinco ou seis no alforge não escandalizaria ninguém.

    Pouco, muito pouco, a roçar o deprimente foi a postura das nossas.

    De positivo, não! de menos mal foi o golo da Kika.

    De resto Francisco Neto que olhe bem para a equipa. Tem muito melhor do que aquelas que meteu lá dentro.

    Os meus cumprimentos.

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