
O Estádio Azteca, templo sagrado do futebol mexicano, viveu uma tardede catarse histórica nesta quinta-feira.
Perante o seu povo, o México não apenas deu o pontapé de saída no Mundial 2026, como exorcizou um fantasma que perseguia a nação há décadas… a maldição dos jogos de abertura. Em oito tentativas, a equipa da casa nunca tinha conhecido o sabor da vitória, mas sob o comando de Javier Aguirre, o guião foi finalmente reescrito com um triunfo sólido por 2-0 sobre a África do Sul.
A partida desenhou-se cedo. Logo aos nove minutos, o oportunismo de Julián Quiñones, a estrela que dominou a liga saudita nesta temporada, aproveitou uma infelicidade na saída de bola de Ronwen Williams. O erro de Sphephelo Sithole na zona de decisão foi fatal, permitindo ao avançado mexicano inaugurar o marcador e levantar o Azteca. O que se seguiu foi um domínio absoluto dos anfitriões, ainda que a eficácia tenha tardado a chegar, com o poste a negar o segundo golo a Quiñones e o guarda-redes sul-africano a sustentar o resto como pôde.
A segunda parte trouxe o colapso disciplinar dos Bafana Bafana. Sithole, já condicionado pelo erro inicial, viu o cartão vermelho direto, deixando a equipa de Hugo Broos em desvantagem numérica. O golpe de misericórdia surgiu aos 67 minutos, quando Raúl Jiménez, recém-regressado aos Wolves, impôs a sua experiência e o seu jogo aéreo para cabecear certeiramente após um cruzamento de Alvarado.
O final da contenda degenerou num clima de elevada tensão, com o VAR a ditar a expulsão de Themba Zwane, deixando os visitantes com apenas nove homens em campo, enquanto o mexicano César Montes também seria expulso nos descontos.
O 2-0 final sabe a pouco pelo volume de jogo mexicano, mas serve para elevar o moral da equipa mexicana





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