A terceira edição do World Sevens Football terminou este sábado sob o signo do Chelsea. No Gtech Community Stadium, em Londres, as Blues carimbaram o título após uma final eletrizante diante do Manchester United, selada com um triunfo por 6-5.

Se o torneio, que nasceu em solo português há um ano com gigantes como Benfica, PSG, Manchester United e Bayern Munique, procurava uma afirmação global ,passando depois pelos Estados Unidos, onde equipas americanas, mexicanas e brasileiras mediram forças , a etapa britânica elevou a fasquia ao concentrar o talento puro da Women’s Super League.
Dentro das quatro linhas, o espetáculo foi avassalador. Após um atropelo de 8-2 ao Aston Villa nas meias-finais, o Chelsea viu o United adiantar-se cedo no marcador, mas a resposta foi de um pragmatismo agressivo. Nüsken, Walsh, Carpenter e uma inspiradíssima Aggie Beever-Jones, autora de sete golos na prova e da bota de ouro , empataram o marcador (4-4) ainda antes do descanso. No segundo tempo, a determinação de Beever-Jones acabou por decidir o vencedor no último suspiro.
Contudo, este torneio desafiou as convenções do futebol tradicional. Foi uma celebração onde a irreverência valeu tanto como os golos. Cada entrada em campo tornou-se um espetáculo coreografado, levando as bancadas ao delírio. O Everton, fiel a esta premissa do espetáculo protagonizou o momento mais surreal da competição ao transportar um caixão com uma jogadora lá dentro, num gesto de dramatismo cénico que provou que, neste torneio, a criatividade não tem limites.
O Chelsea leva o troféu para casa, mas o World Sevens deixa a marca de um evento que soube transformar o rigor da competição numa festa vibrante.






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