O Estádio Nacional engalanou-se para ser testemunha de um pedaço de história.

Foto: SL Benfica



O Jamor, com mais de metade das suas bancadas preenchidas, serviu de anfiteatro ao primeiro clássico de sempre no futebol feminino entre Benfica e Porto, um duelo de David contra Golias que acabou por consagrar a maturidade encarnada com a conquista da Taça de Portugal.
As águias traziam o favoritismo e a lição bem estudada de fantasmas passados.

Do outro lado, as azuis e brancas surgiam como a grande sensação: uma equipa irreverente, recém-promovida à Liga BPI e invicta há 25 jogos. O fosso competitivo, contudo, começou a desenhar-se cedo. Logo aos quatro minutos, a dinamarquesa Caroline Møller inaugurou o marcador, num golo validado pelo VAR após insistência na área.

O Benfica instalou-se no meio-campo adversário, exibindo o perfume das suas veteranas. O Porto tentava responder em transições rápidas pelo corredor direito, mas a muralha encarnada travava as investidas. A guardiã portista, Cora Brendle, ia brilhando para adiar o inevitável, mas, aos 39 minutos, a insistência lisboeta deu frutos. Na sequência de um canto e após desvio de Diana Silva, Møller bisou e carimbou o dois a zero.

Na segunda parte, a alma portista veio ao de cima. Sem nada a perder, a equipa de Daniel Chaves subiu linhas, ganhou bola e chegou a ameaçar a baliza de Lena Pauels. Valeu ao Benfica a estampa de campeão para gerir o ímpeto nortenho e segurar a cobiçada dobradinha. Apesar da derrota, a estreia do Porto em finais deixou o aviso: o futuro do futebol no feminino ganhou um novo e vibrante capítulo.

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