As bancadas nas Ilhas Canárias vestiram-se de para acolher a ambicionada final da Taça da Rainha, um palco que prometia um duelo de gigantes entre o detentor do troféu, Barcelona, e um motivado Atlético de Madrid.

Foto: FC Barcelona via X



Contudo, a história do futebol escreve-se com golos e eficácia, e o relógio do estádio assinalava apenas 23 minutos quando o veredicto começou a ser traçado com tinta catalã. Até ali, as madrilenas ainda ensaiaram uma resistência, mas a avalanche blaugrana revelou-se implacável. Em apenas um quarto de hora, o favoritismo confirmou-se e o rumo do troféu ficou praticamente selado.

Cláudia Pina inaugurou o marcador após um passe de Ewa Pajor. O golo desorientou a defesa colchonera e abriu caminho para o tento de Esmee Brugts, servida por Vicky Lopez. Antes do descanso, Salma Paralluelo desferiu o golpe de misericórdia, fixando um 3-0 que espelhava a asfixia sofrida por um Atlético incapaz de cruzar o meio-campo e condenado a ver o rival jogar a seu bel-prazer.

Foto: Barcelona FC via X


Na segunda metade, a formação madrilena subiu as linhas, começou a dar mais de si e a aparecer mais no jogo, algo que começou a dar frutos e acabou por reduzir aos 58 minutos por Boe Risa. O golo animou a equipa da capital, mas o Barcelona limitou-se a gerir o cronómetro e o esforço, com os olhos já postos no horizonte europeu.

O apito final selou a terceira conquista consecutiva da prova pelo Barcelona, que assim garante o triplete em solo espanhol a escassa uma semana de disputar a final da Liga dos Campeões. Do outro lado, o Atlético de Madrid encerra uma temporada cinzenta e sem troféus, marcada também pela perda do pódio no campeonato e pelo consequente falhanço na qualificação europeia.


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