Quem esperava uma final de Taça equilibrada esqueceu-se de avisar o OL Lyonnes. Em Valenciennes, o PSG não foi um adversário foi uma vítima de um sistema que funciona com a precisão de um relógio suíço. Em 45 minutos, a equipa de Jonatan Giraldez que está a dias de disputar a final da Champions resolveu o assunto, arrumou as botas e começou a pensar no que realmente interessa, o pleno absoluto de troféus.

Dumornay abriu o livro e Vicki Bècho, com dois golos de quem sabe estar no sítio certo, destruiu qualquer plano tático de Paris. Mas, para quem acha que isto é só ataque, convém olhar para a baliza. Christiane Endler continua a ser um pesadelo para as ex-colegas. Quando o PSG tentou levantar a cabeça, a chilena esticou-se e disse hoje não. São dez títulos no currículo de uma guarda-redes que faz o difícil parecer banal.
A festa no balneário teve de tudo, do Champomy à cerveja, mas o brilho nos olhos das jogadoras dizia outra coisa. O foco já não estava naquela taça de prata que passava de mão em mão, mas sim no “quadruple” que está ali ao virar da esquina. Repetir o feito histórico de 2019/2020 já não é um sonho, é o plano de trabalhos para as próximas semanas. O OL Lyonnes não joga apenas contra as outras equipas, joga contra a sua própria história. E, por agora, está a ganhar por goleada.





Deixe um comentário