Numa época marcada pelo amargor da despromoção, o Leicester City viu-se envolto numa polémica que transcende as quatro linhas.
A equipa feminina dos foxes despede-se da elite com um registo paupérrimo, mas é o veredito dos adeptos que está a levantar sobrolhos em Inglaterra. Alisha Lehmann, a mediática internacional suíça que aterrou em Leicester apenas em janeiro, foi coroada a jogadora do ano e autora do melhor golo da temporada.

Os números, contudo, contam uma história bem distinta da paixão das bancadas digitais. Lehmann, proveniente do Como de Itália, somou uns escassos 501 minutos em nove partidas. O seu contributo ofensivo resumiu-se a um único golo insuficiente para evitar uma derrota frente ao Aston Villa, que acabou, ainda assim, por ser eleito o melhor da época.
Enquanto o balneário reconheceu o mérito de Shannon O’Brien, que faturou seis vezes em 23 jogos, os adeptos preferiram o brilho mediático da suíça. O desfecho desta votação online gerou uma onda de críticas, com muitos a apontarem que o estatuto de Lehmann como a futebolista mais seguida do mundo pesou mais do que o rendimento desportivo.
Num desporto que se quer de mérito, o caso de Leicester serve de aviso, quando o escrutínio é entregue ao mundo virtual, o impacto das redes sociais pode facilmente eclipsar o suor deixado no campo, transformando uma época de fracasso coletivo num concurso de popularidade que pouco diz sobre o futebol jogado.





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