Havia um plano traçado na mente de Paulo Freitas e o FC Porto executou-o com a precisão de um cirurgião. Em Coimbra, o Barcelona não só perdeu o jogo como perdeu a capacidade de ser o “eterno favorito” perante um Dragão que, logo aos oito minutos, já tinha o destino da Europa nas mãos. O 3-1 final é o retrato fiel de uma equipa que soube ser cínica quando precisou e artística quando a ocasião o exigiu.

O fulgor inicial foi o fator de desequilíbrio. Enquanto os catalães ainda tentavam perceber o posicionamento defensivo luso, Rafa e Gonçalo Alves já tinham faturado. Foram dois golpes secos, desferidos num pavilhão que fervia, e que obrigaram Sergi Fernández a uma noite de trabalho hercúleo para evitar que o descalabro espanhol acontecesse ainda antes do intervalo. O Porto ia jogando com a ansiedade de um Barcelona que via o relógio correr mais depressa do que as suas ideias.
A segunda parte trouxe o previsível assédio. O golo de Alabart, de penálti, colocou o resultado numa margem mínima que costuma fazer tremer os menos audazes. Mas este Porto é feito de outra têmpera. Quando o Barcelona acreditou que o empate era uma questão de tempo, Telmo Pinto arrancou para uma daquelas jogadas que ficam gravadas na memória das finais, sentenciando a partida aos 45 minutos.
Com esta conquista, Paulo Freitas carimba um ano de sonho e o FC Porto reafirma-se como o novo carrasco europeu, erguendo a sua quarta champions num ambiente de pura apoteose.





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