As bancadas de Tenerife foram testemunhas de uma daquelas reviravoltas que definem a fibra de um campeão.

Num duelo que se antevia de gestão, dado o olhar fixo na final da Taça do próximo sábado, o Barcelona viu-se obrigado a suar as estirpes para garantir os três pontos na Liga F. Sem Cata Coll, mas com o regresso esperado de Aitana Bonmatí ao onze titular, as blaugrana sofreram um choque precoce quando a argentina Paulina Gramaglia inaugurou o marcador aos 23 minutos.

Foto : Kika Nazareth via Instagram



O cenário tornou-se agreste para a formação da casa ainda antes do intervalo. A expulsão de Violeta Quiles, por conduta antidesportiva sobre Vicky López, desequilibrou o tabuleiro tático. A resistência local ruiu no último fôlego da primeira parte, quando Esmee Brugts, assistida pela própria Vicky, restabeleceu a igualdade.

Contudo, o momento de viragem absoluta teve sotaque português. Pere Romeu lançou Kika Nazareth aos 63 minutos e a internacional lusa precisou apenas de um “suspiro” de 180 segundos para deixar a sua marca. Com um sentido de posicionamento irrepreensível, Kika correspondeu a um cruzamento de Patri Guijarro e, de cabeça, operou a reviravolta. Não satisfeita com o golo, a criativa portuguesa voltou a ser decisiva perto do fim, servindo Cláudia Pina para o 1-3 final.

Em Tenerife, Kika não foi apenas uma suplente utilizada, foi o rastilho que incendiou o ataque catalão e carimbou uma vitória arrancada a ferro e fogo.

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