O fecho da Liga BPI levou até ao estádio do Marítimo o último capítulo de uma rivalidade que esteve ao rubro durante toda a temporada. Depois de um janeiro intenso, onde as madeirenses chegaram a levar a melhor na Taça de Portugal, o Valadares Gaia deslocou-se à ilha com as contas do quarto lugar resolvidas, mas com a lição bem estudada.

Foto: FPF (site 10/05/2026)



O desfecho desta tarde foi, contudo, bem distinto dos confrontos anteriores, com a equipa nortenha a impor a sua lei, mesmo sem tendo traduzido isso em golos e a ditar um futuro incerto para as madeirenses.

Desde o apito inicial, a superioridade das visitantes foi evidente, sufocando um Marítimo incapaz de ligar setores ou de incomodar a baliza contrária. A insistência do Valadares acabou por dar frutos aos 37 minutos, num lance de infelicidade para Gabriela Zidoi, que desviou para a própria baliza na sequência de um canto. O golo não abrandou o ímpeto das comandadas de Zé Nando que antes do descanso podiam ter dilatado a vantagem por Carolina Ferreira.

A segunda metade trouxe um Marítimo ainda mais fragilizado, especialmente após a expulsão direta de Érica Costa aos 66 minutos. Com menos uma unidade e o cronómetro a avançar, as insulares ainda esboçaram uma reação desesperada, mas a falta de pontaria condenou-as ao nono lugar.

Enquanto o Valadares carimba uma época tranquila e nos lugares cimeiros , o Marítimo terá agora de jogar a vida no “play-off” de manutenção.

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