O fecho da Liga BPI em Alcochete foi um exercício de nervos e resistência para o Racing Power, que encontrou no empate sem golos o passaporte definitivo para a continuidade no escalão principal. Frente a um Sporting  que já tinha o segundo lugar selado, o duelo valeu mais pelo simbolismo e pela tensão do que propriamente pelo brilho artístico.

Foto : Sporting CP



Foi uma tarde um pouco amarga para as leoas, marcada pela despedida emocionante da capitã Rita Fontemanha, que pendurou as botas após uma década de devoção ao clube, mas também pelo amargo de uma nova “escorregadela” após o desaire no dérbi.

O jogo foi, em grande parte, uma batalha contra o ecrã do VAR. O Racing Power ainda soube colocar a bola dentro da baliza de Catarina Potra  aos 15 minutos, quando Pamela González finalizou com classe, mas o vídeo-árbitro detetou uma irregularidade na jogada. Na segunda parte, o filme repetiu-se no sentido inverso, Érica Cancelinha chegou a festejar para as anfitriãs, mas o nulo teimou em não sair do marcador por nova intervenção da tecnologia.

Pelo meio, a guardiã Natalia Expósito assumiu-se como a muralha do Racing Power, travando com manchas decisivas as investidas de Bonsegundo e Arques. Enquanto o Sporting pecava pela lentidão, a equipa de Albano Oliveira soube sofrer e baixar as linhas, agarrando-se a um ponto que vale ouro.

O apito final confirmou a permanência das visitantes na elite, num dia em que o futebol cedeu o protagonismo às contas da tabela e à vénia final de uma lenda leonina.

Deixe um comentário

Tendência