O azul e branco não lhe corre apenas nas veias, está-lhe gravado no número de sócia e na memória de quem, desde 2010, ocupava religiosamente o seu lugar anual no Dragão.

Foto: FC Porto



Ema Gonçalves, a lateral-direita que trocou o conforto do topo pela incerteza da terceira divisão apenas para servir o seu emblema do coração, acaba de selar o compromisso de continuar a liderar as tropas portistas na aguardada subida à Liga BPI.

Aos 23 anos, a renovação do contrato de Ema é mais do que uma decisão desportiva, é o prolongamento de um conto de fadas que começou nas bancadas. A capitã, que já conheceu o brilho de outros palcos como o do SC Braga ou do Valadares Gaia, reafirma agora a sua lealdade ao projeto que ajudou a construir desde o primeiro tijolo. “Estou onde quero e não podia sonhar com nada melhor”, confessou a defesa, que vê no emblema que carrega ao peito o privilégio máximo da sua carreira.

Apesar de uma época marcada pelo sucesso coletivo, o percurso não foi isento de provações. Uma fratura no perónio atirou-a para fora do relvado no momento das decisões, obrigando-a a viver a consagração do título nacional fora das quatro linhas. Contudo, as lágrimas mais doces foram vertidas na Taça de Portugal. Para a camisola 2, a vitória sobre o Vitória SC, que carimbou o passaporte para o Jamor, superou até a glória do campeonato.

Agora, com os olhos postos na elite, a capitã prepara-se para enfrentar o próximo capítulo na primeira linha do futebol feminino nacional.

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