A instabilidade no banco do Atlético de Madrid tornou-se o elefante na sala em Alcalá de Henares.

Enquanto o balneário se blinda para a decisão da Taça, a 16 de maio, contra o Barcelona, nos gabinetes de Beni Rubido o xadrez para a próxima época já começou. A era de José Herrera, chamado de emergência para o lugar de Víctor Martín, parece ter os dias contados: o contrato expira em junho e a ausência de uma vaga europeia pesa mais do que qualquer finalíssima.

Foto : Sporting CP



Segundo o jornal Marca o dilema colchonero divide-se entre a segurança do passado e a irreverência do novo.

No radar da direção desportiva surge, com força, o nome de Mariana Cabral. A técnica portuguesa, que construiu um legado, com títulos, no Sporting CP antes de se aventurar na exigente NWSL, a liga norte americana, representa o salto qualitativo que o clube procura. Seria apenas a segunda mulher na história a liderar a equipa, trazendo na bagagem a experiência acumulada nos Utah Royals e Chicago Red Stars para devolver o Atlético à elite continental.

Contudo, a tentação de regressar a casa mantém-se viva. Ángel Villacampa, o homem que ergueu dois campeonatos e uma Taça pelo clube, é uma sombra constante. Embora brilhe atualmente no Club América, o seu nome nunca deixou de ecoar em Madrid.

Já Arturo Ruiz, outra opção nostálgica, parece um cenário mais remoto, dada a sua solidez na Real Sociedad.

Entre a mística de quem já venceu e a visão moderna de Mariana Cabral, o Atlético procura o rumo certo para deixar de ser um gigante adormecido em Espanha.

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