Quem visse o SC Braga a celebrar efusivamente o apito final na penúltima jornada, dificilmente acreditaria que este é o mesmo emblema que, por norma, discute o pódio e as frentes europeias. No entanto, o triunfo por 2-1 sobre o Racing Power foi muito mais do que três pontos, foi o exorcismo de uma época que roçou o pesadelo.

Depois de um arranque de campeonato desolador, onde chegaram a ocupar a lanterna-vermelha, as minhotas garantiram finalmente a permanência na elite, evitando que a última ronda se transformasse num drama de contornos imprevisíveis.
O destino começou a ser traçado cedo, logo aos quatro minutos, quando a inspiração de Margie Detrizio-Parrett gelou as intenções da equipa da casa com um remate tão repentino quanto cirúrgico. O Braga, consciente de que o precipício do playoff estava a uma curta distância , dominou a primeira metade, empilhando ocasiões que poderiam ter sentenciado o jogo antes do descanso.
Pelo meio, houve tempo para o VAR intervir e anular um golo ao Racing Power por fora de jogo, devolvendo o fôlego a um Braga que se via acossado.
A segunda parte trouxe o equilíbrio e o nervosismo típico de quem tem tudo a perder. Valeu a sorte e o remate de Maribel Flores, que após bater na trave, encontrou as costas da guardiã contrária para o 0-2.
O Racing Power ainda reduziu por Pamela González, instalando a ansiedade nas fileiras bracarenses, mas o marcador não mais se mexeu.
Com 21 pontos, o Braga sela a manutenção e encerra um capítulo atribulado, enquanto o Racing Power fica agora condenado a decidir a sua vida na derradeira batalha, em igualdade pontual com a zona de perigo. O Minho respira, mas a memória deste ano servirá de aviso para o futuro.





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