
O relvado do Spotify Camp Nou, adornado por mais de 50 mil espetadores , foi o palco de uma tarde onde o pragmatismo venceu a estética, mas a glória permaneceu catalã. O FC Barcelona garantiu a sua sexta presença consecutiva na final da Liga dos Campeões, ao bater o Bayern de Munique por 4-2, num duelo que oscilou entre a euforia do domínio e o calafrio da incerteza.
O técnico blaugrana não hesitou em arriscar, lançando Salma e Serrajordi de início. A aposta revelou-se certeira quando a jovem aragonesa inaugurou o marcador, correspondendo com precisão a um cruzamento de Graham. Contudo, a resposta alemã foi imediata, Dallmann aproveitou uma hesitação defensiva para gelara o estádio. Valeu a mística de Alexia Putellas que, num instinto predatório, devolveu a vantagem às culés antes do intervalo, brindando os adeptos com a sua habitual vénia de majestade.
A segunda metade trouxe a artilharia pesada. Pajor, de cabeça, e novamente Alexia, elevaram a contagem para um 4-1 que parecia sentenciar a eliminatória. O momento mais emotivo, porém, aconteceu fora das balizas: o regresso de Aitana Bonmatí, aplaudida de pé após cinco meses de ausência.
Mas o Bayern, fiel à resiliência germânica, não se deu por vencido. Harder reduziu e o perigo rondou a baliza de Cata Coll com bolas ao poste e golos anulados, fazendo o Barcelona sofrer até ao último suspiro.
No horizonte brilha agora Oslo, onde o Lyonnes de Giraldez, antigo treinador no Barcelona, espera para o derradeiro duelo pela Europa.





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