O asfalto da Gran Canária rendeu-se, finalmente, ao talento de Sébastien Ogier. Numa demonstração de força que roçou a perfeição técnica, o veterano francês inscreveu o seu nome na lista de vencedores do Rali das Canárias, alcançando um triunfo inédito na sua carreira e consolidando o seu estatuto de lenda viva com a 68.ª vitória no Mundial.

Foto: WRC via Instagram



A prova, quinta etapa do calendário de 2026, foi um monólogo da Toyota Gazoo Racing, que não só monopolizou o pódio, como ocupou os quatro primeiros lugares da classificação geral. Contudo, o domínio da marca nipónica que celebrou em solo espanhol a marca histórica de 300 pódios no WRC  não foi isento de drama.

O jovem Oliver Solberg, que prometia levar a luta até ao último metro, viu as suas aspirações desmoronarem-se na penúltima especial. Um excesso de otimismo num salto resultou num embate fatal para o seu Yaris, entregando o caminho livre a Ogier e privando os adeptos de um final de nervos.

Atrás do francês, Elfyn Evans jogou xadrez com o cronómetro. O galês foi cirúrgico no “Super Sunday” e na “Power Stage”, somando pontos cruciais que lhe permitiram destronar Takamoto Katsuta da liderança do campeonato. Evans comanda agora as operações com 101 pontos, apenas dois de vantagem sobre o japonês, que terminou num inglório quarto posto após uma ronda difícil. Sami Pajari, em excelente forma, fechou o pódio, confirmando a hegemonia absoluta da equipa nesta fase da temporada.
Com o Mundial ao rubro, as atenções viram-se agora para as estradas portuguesas.

Katsuta, que chegou às ilhas como líder, sai de lá com o amargo quarto lugar e a sensação de que o sonho é, por agora, um fardo pesado demais. A Toyota Gazoo Racing sai em festa 300 pódios é marca de império, mas o Mundial segue em brasa.

Próxima paragem? O pó e o caos das estradas de Portugal. Se nas Canárias houve drama, em maio, no Norte, espera-se uma guerra.

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