A era das visitas esporádicas chegou ao fim: a partir da temporada de 2026/27, Stamford Bridge deixa de ser um “luxo” de ocasião para se tornar o habitat natural e permanente das mulheres do Chelsea na liga inglesa.

É um divórcio anunciado com a pequena escala de Kingsmeadow, casa emprestada durante quase dez anos, e um abraço definitivo à dimensão que o futebol feminino exige hoje. Seguindo o trilho de sucesso já desbravado pelo Arsenal, a equipa agora liderada por Sonia Bompastor prepara-se para ocupar o palco principal a tempo inteiro, numa manobra que cheira a ambição pura e a uma vontade indomável de dominar as assistências no Reino Unido.
Aki Mandhar, a voz de comando na gestão das Blues, não usou meios termos ao justificar esta mudança: o objetivo é transformar o Chelsea no maior emblema feminino do planeta, ponto final. Para o clube, não se trata apenas de mudar de código postal, mas sim de oferecer às atletas e aos adeptos a arena que a qualidade do seu futebol dita.
Antes da grande mudança, porém, ainda há contas a fechar no figurino antigo. As atenções centram-se agora no relvado para dois duelos de alta voltagem: a receção ao Manchester City, nas meias-finais da Taça, e o embate final da liga contra o Manchester United que pode ditar se o clube estará nos playoffs da Champions ou irá ficar de fora pela primeira vez nos últimos anos
Serão os últimos atos de uma equipa que, embora respeite o seu passado recente, já só consegue olhar para a imponência das bancadas de Stamford Bridge como o seu único destino possível.





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