O Estádio Nacional do Jamor abriu portas este sábado para um ensaio geral de ambição, onde Portugal mediu forças com o Chile num duelo que serviu, acima de tudo, para aferir o estado de maturação da equipa de Roberto Martínez a poucos dias do Mundial 2026. O resultado final, um 2-1 favorável às quinas, espelha um domínio que, embora notório, deixou um rasto de pontos de interrogação.

Foto: FPF



O arranque luso foi prometedor, com uma pressão alta que sufocou os chilenos. O jogo, porém, ganhou contornos de aspereza à medida que o tempo avançava. O ponto de rutura surgiu perto do intervalo, quando um momento de tensão junto à linha de fundo culminou na expulsão direta de Rafael Leão e de Iván Román, deixando os dois conjuntos reduzidos a dez unidades e alterando drasticamente a geometria do encontro.

Na segunda metade, a Seleção Nacional soube transformar o ascendente em vantagem efetiva. Foi num rasgo de genialidade de Rúben Neves que Gonçalo Guedes se isolou para inaugurar o marcador, soltando a amarra da ansiedade que pairava sobre o relvado. Com o Chile mais exposto, Bruno Fernandes, o maestro da orquestra, assinou uma obra de arte aos 75 minutos: um remate irrepreensível de fora da área que parecia sentenciar a contenda.

A gestão do resultado trouxe uma passividade defensiva que permitiu a Lucas Cepeda, já nos descontos, reduzir a diferença, um golo que serve de nota de rodapé e de aviso para os desafios que se avizinham.

Portugal vence o primeiro teste, somando pontos na confiança, mas saindo do relvado com a consciência de que o Mundial não perdoa estas oscilações de foco. Segue-se a Nigéria, em Leiria, onde a equipa terá a última oportunidade de ajustar a bússola antes de partir para a grande aventura.

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