O futsal nacional tem dois novos inquilinos de elite e a Liga Placard acaba de ganhar um sabor bem mais intenso. Maia Futsal e Torreense carimbaram o passaporte para o escalão máximo, fechando um ciclo de superação que deixou marcas profundas na última temporada.

Não houve espaço para facilitismos, foi uma verdadeira maratona de nervos de aço, onde o mérito se sobrepôs à incerteza até ao soar do último apito.
No norte, o Maia Futsal arquitetou a sua subida com a frieza de quem sabe exatamente onde quer chegar. Depois de uma fase inicial de afirmação, onde o segundo lugar serviu de aviso ao que viria, a equipa maiata deu o golpe de autoridade na fase de decisão. Com onze triunfos em catorze partidas, o título da segunda divisão foi o corolário lógico de um coletivo que não deu hipóteses à concorrência, devolvendo ao distrito do Porto o peso e a representatividade que se exigiam no convívio entre os grandes

Já as bandas de Torres Vedras, o guião foi de cortar a respiração. Se na série sul o Torreense já tinha mostrado o cartão de visita ao superar a concorrência direta na fase regular, a segunda fase trouxe um duelo de titãs até ao limite. A igualdade pontual com o Sporting no fecho das contas obrigou a recorrer à calculadora e aos duelos diretos, onde o Torreense provou ter mais estaleca e frieza. A subida é o prémio para uma equipa que se recusou a vergar perante a pressão, garantindo um lugar na elite com todo o direito.
Uma época recheada de audácia destes dois emblemas que, a partir de agora, vão testar o seu valor nos palcos mais exigentes do país.





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