Não há fôlego para acompanhar o ritmo do FC Barcelona na Liga F. Num dérbi catalão que serviu de palco para a consagração, as blaugrana derrotaram o Espanyol por 1-4, selando matematicamente o seu sétimo título de campeãs espanholas consecutivo. É a 11.ª liga do historial de um clube que transformou o futebol doméstico num monólogo de competência e ambição.

Com o pensamento visivelmente colocado no embate europeu deste sábado, frente ao Bayern de Munique, o técnico Pere Romeu não hesitou em voltar a apostar no sangue jovem do plantel. E a resposta da juventude foi imediata: Carla Julià precisou de pouco mais de um minuto para inaugurar o marcador, provando que a identidade vencedora do clube está enraizada desde a formação.
Apesar de um susto momentâneo, quando Ballesté empatou para as visitadas através de uma grande penalidade cometida por Marta Torrejón, a hierarquia foi rapidamente restabelecida.
A eficácia nórdica de Carolina Graham Hansen devolveu a vantagem ao Barcelona ainda antes do descanso, permitindo uma gestão inteligente do esforço físico na segunda etapa. Foi então que brilhou a estrela de Martine Fenger, ela também norueguesa, aos 19 anos, a jovem avançada bisou na partida (e pela primeira vez com a equipa principal) e garantiu o prémio de melhor em campo, carimbando a goleada final.
Com quatro jornadas de antecedência e uma distância abismal de 16 pontos sobre o Real Madrid, o Barcelona da portuguesa Kika Nazareth levanta o segundo troféu da temporada.
A festa, contudo, foi contida nos balneários: o verdadeiro objetivo agora é de reconquistar a Europa…e começa já este fim de semana frente ao Bayern no Camp Nou, e este título é apenas o combustível para o que falta cumprir.





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