A final da Libertadores terminou com um desfecho que poucos conseguiriam antecipar quando o marcador assinalava 3-0 a favor do Corinthians.

Aquilo que parecia encaminhar-se para mais uma celebração das paulistas acabou por se transformar numa noite histórica para o Cruzeiro, que encontrou forças para recuperar de uma desvantagem de três golos, forçar o prolongamento da decisão até às grandes penalidades e conquistar, logo na primeira presença no torneio, o maior troféu do futebol sul-americano de clubes.
O Corinthians entrou praticamente a ganhar e revelou uma eficácia tremenda nos primeiros 45 minutos. Gabi Zanotti aproveitou uma situação de cruzamento para inaugurar o marcador de cabeça e voltou a castigar a organização defensiva adversária antes do intervalo, beneficiando de uma reposição curta e mal executada na primeira fase de construção do Cruzeiro. A formação mineira tinha dificuldades em sair sob pressão, perdia demasiadas bolas em zonas interiores e raramente conseguia ligar o meio-campo ao ataque. O cenário agravou-se logo após o descanso, quando Vic Albuquerque finalizou uma nova investida ofensiva para estabelecer três golos de diferença.
A partir daí, porém, a partida mudou de natureza. Byanca Brasil aproveitou uma intervenção incompleta de Lelê para devolver esperança às mineiras e, pouco depois, Vitória Calhau converteu uma grande penalidade, colocando ainda mais pressão sobre o adversário. Vic Albuquerque voltou a marcar, aproveitando também uma abordagem pouco segura de Camila Rodrigues, mas o Cruzeiro não perdeu a capacidade de reação. Ketlin reduziu novamente e obrigou o Corinthians a defender cada vez mais perto da sua área, com dificuldades em conservar a posse e sair em transição. Já nos descontos, Letícia Ferreira ganhou espaço na zona de finalização e, com um cabeceamento certeiro, estabeleceu o 4-4.
Nas grandes penalidades, o equilíbrio prolongou-se até às cobranças decisivas. Milena Ferreira marcou para as mineiras e Camila Rodrigues redimiu-se dos erros cometidos durante o encontro, defendendo o último remate de Gi Fernandes.
O Cruzeiro estreia-se assim no palmarés da Libertadores, enquanto o Corinthians vê escapar o quarto título consecutivo e termina a época sem troféus.





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