A deslocação à Madeira terminou com motivos distintos para as duas equipas o FC Porto encontrou finalmente uma forma de sair da sucessão de empates, enquanto o Marítimo voltou a ficar de mãos vazias, prolongando para seis jogos a série de derrotas na Liga BPI.

O 1-2 final acabou por espelhar a maior capacidade das portistas para aproveitar os momentos de desequilíbrio, num encontro em que as condições climatéricas tiveram um peso considerável no desenvolvimento do jogo.
A primeira parte ficou marcada por duas abordagens diferentes. O Marítimo procurou assumir uma postura mais agressiva na entrada, tentando surpreender através de recuperações em zonas adiantadas e saídas rápidas para o ataque. O FC Porto, por sua vez, demorou a encontrar fluidez, mas foi progressivamente empurrando as insulares para junto da própria área.
Com o terreno irregular , que posteriormente mereceram as criticas do técnico Daniel Chaves no fim do encontro, a dificultar a receção orientada e a circulação curta, as visitantes começaram a procurar soluções através de passes mais verticais e da exploração da profundidade.
Foi precisamente numa dessas situações que surgiu o primeiro golpe. Aos 31 minutos, Eliza Turner aproveitou uma recuperação no corredor central, acelerou em direção à área e, antes de permitir a aproximação das adversárias, colocou a bola no ângulo, assinando um dos momentos de maior qualidade individual da partida. O segundo apareceu praticamente sobre o intervalo, depois de uma iniciativa pela direita, a bola chegou a Vânia Duarte, que encontrou espaço para finalizar e aumentar a diferença antes da ida para os balneários.
O cenário tornou-se ainda mais complicado no segundo tempo. A chuva intensificou-se, a água acumulou-se em várias zonas do campo e as jogadoras passaram a ter dificuldades em imprimir velocidade às jogadas ou assegurar a precisão dos passes.
O Marítimo encontrou, ainda assim, uma oportunidade para reabrir a discussão, quando Mia Foster converteu uma grande penalidade à segunda tentativa, depois de Cora Brendle defender o primeiro remate. O golo devolveu alguma esperança às madeirenses, que procuraram subir linhas e aproximar-se da área contrária, mas o FC Porto respondeu com maior contenção, privilegiando a organização defensiva e evitando conceder espaços para uma eventual igualdade.





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