A deslocação ao Meadow Park exigiu do Benfica um exercício de rigor táctico tremendo. O Arsenal assumiu as rédeas desde o primeiro minuto, aplicando uma pressão alta e intensa que obrigou a equipa de Ivan Baptista a fechar linhas e a recorrer ao bloco compacto. Ainda assim, as encarnadas tentaram contrariar o ascendente londrino subindo blocos com coragem.

Logo no arranque, Alessia Russo e Olivia Smith testaram a atenção defensiva e a guarda-redes Lena Pauels, que viria a ser uma figura monumental ao longo da primeira parte, negando o golo a Stanway e a Smith com intervenções providenciais.
Do lado benfiquista, a estratégia assentava em transições rápidas e na procura de espaços entrelinhas. Csiki avisou com um remate enquadrado à entrada da área, mas o lance capital dos primeiros quarenta minutos pertenceu a Dorsin. Aos trinta minutos, beneficiando de um erro na saída de bola contrária, a jovem norueguesa isolou-se perante Misa Rodríguez e tentou um chapéu de longa distância que saiu ligeiramente por cima, desperdiçando a oportunidade de ouro para alterar o rumo dos acontecimentos. Na defensiva, Catarina Amado destacou-se com dobras cruciais e cortes determinantes nos corredores.

Contudo, a coesão encarnada acabou por ceder à insistência posicional das gunners. Aos trinta e nove minutos, Caitlin Foord desmarcou Alessia Russo, que finalizou cruzado para inaugurar o marcador. No reatamento, a entrada de Andreia Norton trouxe maior capacidade de condução e critério ao meio-campo do Benfica, que testou Misa Rodríguez num remate incisivo. Mas a pressão britânica manteve-se inesgotável aos sessenta e seis minutos, na sequência de uma bola parada confusa na área, Russo aproveitou para bisar.
O golpe definitivo surgiu aos setenta e nove minutos, quando Catarina Amado cometeu penálti sobre Foord, permitindo à capitã inglesa fechar o hat-trick da noite na conversão castigada. Num final de encontro onde Marit Lund ainda ameaçou reduzir com um remate portentoso a rasar o poste, o marcador fechou-se nos três a zero.
Perante um Arsenal dominador, o Benfica exibiu uma organização defensiva notável e manteve a eliminatória em aberto durante longos períodos, mas acabou por pagar caro o desgaste físico e o engenho letal de uma inspirada Alessia Russo.






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