Há equipas que chegam à primeira jornada ainda à procura de ritmo. O Torreense não é uma delas. Quando entrou em campo em Torres Vedras para defrontar o Rio Ave, a formação azul-grená já carregava várias semanas de competição oficial, depois de ter iniciado a temporada em agosto na corrida aos playoffs da Liga dos Campeões. Em setembro, a exigência manteve-se com a participação na Europa Cup, competição onde já ultrapassou a primeira fase e assegurou um lugar na ronda final do playoff.

Esse andamento acabou por notar-se no relvado do Manuel Marques. O Torreense apresentou-se com maior capacidade para pressionar, recuperar e voltar rapidamente à frente, obrigando o Rio Ave a passar grande parte do encontro longe das zonas onde poderia criar perigo.
Nem tudo saiu perfeito à equipa da casa. A bola de Núria Mendoza na barra, o golo invalidado a Catarina Pereira e o penálti falhado por Gerda Konst mostraram que a vantagem podia ter surgido mais cedo. A eficácia apareceu finalmente aos 37 minutos, quando Ella Tonkin encontrou o caminho da baliza. Antes do intervalo, Bárbara Latorre aumentou a diferença após um desvio defensivo.
O Rio Ave tentou aproveitar o intervalo para alterar a dinâmica e teve em Noa Selimhodzic uma das principais ameaças, mas continuou sem conseguir transformar aproximações em verdadeiro perigo.
O Torreense, pelo contrário, manteve a pressão e ainda viu outro golo de Latorre ser anulado antes de chegar ao terceiro.ate que a vintw minutos do fim, Janaina Weimer, acabada de entrar, reagiu mais depressa a uma defesa incompleta de Genevieve Crenshaw e estabeleceu o resultado final.
O balanço deixa duas leituras distintas. O Torreense confirmou que a competição europeia lhe deu intensidade e capacidade para controlar diferentes momentos do jogo, embora tenha pecado na finalização em algumas ocasiões. Do lado do Rio Ave, houve mérito na tentativa de sair a jogar e reagir após o descanso, mas faltaram agressividade no duelo, presença ofensiva e eficácia para contrariar uma equipa que já leva uma temporada europeia nas pernas.





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