A guerra pelo controlo do Olympique Lyonnais escalou para os tribunais internacionais com contornos de verdadeiro thriller financeiro.

O empresário norte-americano John Textor interpôs uma ação judicial na Florida contra a homóloga Michele Kang, exigindo uma indemnização de 400 milhões de dólares e imputando-lhe sete acusações que vão desde a fraude à conspiração civil, alegando a criação de um comité executivo oculto para o afastar do poder. Em simultâneo, avançou com queixas criminais em solo francês por corrupção privada e abuso de poder.
O epicentro do diferendo reside na crise profunda que quase custou a despromoção administrativa ao emblema gaulês. Sob a presidência de Textor, as contas entraram em colapso devido a desvios de verbas avultadas para o Botafogo e ao pagamento de salários a mais de cinquenta futebolistas para plantéis muito inferiores, faturas que atraíram o punho de ferro da DNCG. Perante a iminência da ruína financeira, a administração afastou o dirigente norte-americano e entregou a liderança a Michele Kang.
Através do veículo Olympe Bidco, a empresária assegurou o controlo total do grupo, detendo mais de 87% do capital e rondando os 91% dos direitos de voto.
A defesa de Kang rejeita as acusações por falta de fundamento, enquanto o caso ganha nova dimensão ao cruzar-se com o império multiclube da dirigente no futebol feminino, a mesma é dona do OL Lyonnes (equipa feminina do Lyon), do London City Lionesses (Inglaterra) e do Washington Spirit (EUA). Além de que há anos que corre o buato que a empresária coreana deseja adquirir também um clube em Espanha






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