O amor pelo FC Porto não prescreve, e Fernando Cardinal é a prova viva de que o destino, por vezes, demora, mas não falha. Aos 41 anos, o pivô que desenhou uma carreira de contornos lendários pelo mundo fora decidiu descalçar as chuteiras da reforma para vestir a camisola que sempre lhe pertenceu.

Não se trata de uma simples contratação, mas do cumprimento de um desígnio pessoal: ser o capitão do clube do seu coração na estreia portista nos campeonatos nacionais, em 2026/27.
Com a braçadeira no braço e o mítico número 7 nas costas, Cardinal traz consigo uma bagagem que faria corar qualquer colecionador de troféus. O currículo é vasto e impressionante, atravessando fronteiras do fulgor goleador em Portugal, chegando a ser uma das figuras mais importantes do Sporting,passando pela afirmação absoluta em Espanha onde conquistou Ligas, Taças e Ligas dos Campeões até à experiência pioneira no Brasil ao serviço do Corinthians.
O internacional luso, 123 vezes chamado à seleção, regressa à Invicta carregado de glórias, desde o Mundialito aos títulos europeus que adornam o seu percurso.
Para os adeptos, ver este sócio com Roseta de Prata liderar a equipa de André Pereira na III Divisão é mais do que um luxo é o fechar de um ciclo de quase trinta anos. O miúdo que, em criança idolatrava o Porto estáagora, finalmente, em casa. O futsal portista ganha um comandante de luxo e um estratega do golo






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