O trajeto foi curto, mas carregado de turbulência. Ao fim de quatro temporadas no patamar mais alto do futebol feminino em Portugal, o SF Damaiense fecha definitivamente as portas do seu projeto.

Foto: Damaiense



A caminhada na Liga BPI, marcada por 105 partidas oficiais, chega ao fim com um saldo de 40 triunfos, 18 igualdades e 47 desaires, mas, acima de tudo, com o amargo sabor de uma despromoção que precipitou o inevitável.

A última página desta história começou a desenhar-se na época transata, quando a equipa concluiu o campeonato num modesto décimo lugar, descendo de divisão e vendo as suas jogadoras arranjarem novos emblemas.

Contudo, o verdadeiro descalabro já vinha de trás.

Recorde-se a atribulada novela burocrática que marcou o arranque da última edição da prova, com o clube a ver a sua participação inicialmente travada por incumprimentos na inscrição. Uma decisão judicial de última hora acabou por dar luz verde à presença na elite, a poucos dias do arranque do campeonato quando o Famalicão já havia sido convidado a ocupar o seu lugar, exigindo contudo uma mudança radical de ares.

A formação abandonou a Damaia, fixou-se em Loulé e filiou-se na Associação de Futebol do Algarve, tornando o Estádio do Algarve na sua nova casa.

Foto: Damaiense



A mudança geográfica não salvou o projeto. Sem conseguir garantir a permanência em campo e perante uma debandada quase total do plantel após a descida, a direção acabou por confirmar a desistência da vertente feminina.

Com esta vaga aberta no segundo escalão, a sorte sorriu ao Escola Setúbal. A formação sadina, que tinha terminado na segunda posição da Fase de Subida da 3.ª Divisão, logo atrás do promovido Real e com um escasso ponto de vantagem sobre a União de Leiria , aproveita assim a desistência para carimbar uma subida de divisão que já parecia perdida.

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